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Alguém que tenha noções de história da filosofia, de epistemologia, de lógica, da área em que vai atuar e áreas afins.
Alguém que não tenha pré-conceitos rígidos sobre sua área de estudos, embora isto não deva ser confundido com ter suposições e conhecimentos sobre ela.
Mas não é aceitável que seja algo que o impeça de enxergar novas abordagens e pontos de vista diferentes.
Alguém que quando lê qualquer texto, procurará situá-lo na época e contexto em que tenha sido escrito.
Inclusive tendo também este cuidado com os conceitos usados e seus significados, tanto ao longo da história quanto no seu caso em particular.
Que saiba que a leitura de um documento tem várias ‘leituras’: o texto em si, seu contexto histórico, o contexto do autor e outras.
Que saiba que não se faz quase nada sozinho e a história da ciência não é exceção: profissionais de áreas diferentes devem trabalhar para que seus conhecimentos se completem e sirvam para melhorar o conhecimento de ambos e de outro.
Que compartilhe da idéia que estudos e conhecimentos compartimentalizados e inacessíveis são conhecimentos perdidos.
Alguém que saiba que fará parte de algo maior e que tudo que ele estude é uma contribuição para o corpo de conhecimento da história da ciência.
Mas nunca uma ‘única verdade ‘ de nada.
Alguém que nunca irá tentar ver a história como um ‘fluxo inexorável de melhoramentos da antigüidade até os tempos atuais’ e sim como uma fonte para investigações que possam contribuir para a formação de uma base de conhecimentos que vai ser usada por outros estudiosos.
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